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Trajetória de uma das maiores empresa de Mídia Out of Home do Brasil virará livro

Ano de 2003, foi quando os empreendedores Ricardo Franco Marques e Felipe Forjaz foram impactados por uma tela no elevador do Edifício Torre Norte CENU em São Paulo. Rapidamente, apresentaram a ideia ainda no papel para o Pedro Gabriel Forjaz e rapidamente montaram o negócio, criando um software proprietário com todo o ecossistema de Digital Out Of Home.

O comando do negócio se dividia em três pilares principaisO Felipe Forjaz era o Presidente, Ricardo Marques era o VP de marketing e vendas e o Pedro Gabriel Forjaz era o VP de Tecnologia e Operações. Logo no início da operação, a Elemidia quase foi comprada pela principal empresa de OOH do momento, que por alguma questão não realizou o deal.PUBLICIDADE

Na época, o mercado de mídia OOH era muito pulverizado com diversos players, de diversos formatos de mídias em diversos locais públicos, tais como, empenas de prédios, estação de ônibus, relógios de ruas, aeroportos, outdoors, etc.

Foi muito difícil entrar no mercado vendendo elevadores. Alguma vezes me chamaram de maluco e até tentaram me convencer que nunca daria certo nas grandes agências de publicidade. Isso me deu forças para atuar diretamente nos anunciantes, para que mais adiante e com grande volume de audiência e escala, as agências de mídia passassem a ter interesse no negócio. Uma das estratégias foi instalar telas em todos os prédios que estavam os maiores anunciantes e agências de publicidade para que tivessem convivência com a mídia”, lembra Ricardo. 

Aos poucos o mercado passou a posicionar a Elemidia como uma categoria de mídia alternativa, o que diferenciava a companhia dos outros concorrentes que eram classificados como mídia exterior.

Segundo Felipe Forjaz, de 2004 a 2006, a companhia recebeu aportes, fez aquisições, expandiu para as principais capitais do País e captou recursos financeiros de anjo investidor. “Porém, os custos estavam subindo pelo elevador e a receita pela escada, foi um momento muito difícil que achávamos que iríamos quebrar. Até que fomos procurados pela Tiger Global, um gigante fundo Americano que já havia adquirido empresas similares em países como China e Canadá e, em 6 meses, comprou 40% da companhia.”, recorda.

A contribuição do fundo foi providencial para a Elemidia dominar o mercado. Por outro lado, no mesmo momento, com a Lei Cidade Limpa em São Paulo a empresa ganhou mais força, já que todo o investimento antes destinado a mídia exterior foi para a mídia alternativa, categoria que era dominada pela empresa.

Com o rápido crescimento, a Elemidia passou a atrair o olhar de investidores de todos os lugares do mundo, até que em setembro de 2010 o Grupo Abril fez uma oferta irresistível e comprou 70% das ações da empresa. Em setembro de 2014, o fundo de investimento Victoria Capital Partners comprou do Grupo Abril a totalidade da companhia.

Atualmente, a Elemidia é liderada pelo CEO Eduardo Alvarenga, que inicia um ciclo de muito investimento e crescimento, posicionando a empresa com uma das principais plataformas de mídia digital do Brasil. “Tenho uma grande admiração e respeito pelo empreendedorismo e a capacidade que a Elemidia teve de montar um time muito especial”, reforça Alvarenga.

Estes e outros fatos que fizeram a Elemidia se tornar referência no mercado de Mídia Out Of Home no Brasil serão publicados em livro, que será lançado até o segundo semestre de 2020. A obra trará depoimento de grandes personalidades do mercado publicitário, destacando toda a trajetória desde a criação até os momentos atuais da companhia. 

Sobre os fundadores da Elemidia

Ricardo Franco Marques dirige seu próprio fundo de investimento, o qual foi responsável por criar e alavancar startups de diversos segmentos, como Music2, Vevo Brasil e Spark Mídia de Influência. Atualmente, o empresário é sócio da ROIx e do Global Data Bank – empresas focadas em inteligência de dados e ativação de mídia programática – junto com os fundadores Raphael Klein, Guilherme Soter, John deTar e Roberto Eckersdorff.

Felipe Forjaz, após o término de seu non compete, em 2016 fundou junto com  Marcos Lage Gozzi, Allan Urel e Luciano Serra, a Helloo – empresa de DOOH que opera em elevadores residenciais através de um plataforma própria de mídia que além do software de transmissão possui o primeiro marketplace de mídia DOOH voltado para o micro anunciante. A Helloo se desenvolveu através de financiamento com um seleto grupo de investidores anjos e atualmente conta com mais de 2,5 mil monitores instalados no Brasil, tornando-se o segundo player neste segmento.

Pedro Gabriel Forjaz, tornou-se investidor na MindMiners considerada uma das Startups mais inovadoras pelo LinkedIn e fundou junto com Fabrício de Alexandria e Marcos Finato a XSTREAMING, startup de serviços no segmento de streaming que gerencia e distribui conteúdos de esporte, entretenimento e educação em multidispositivos e plataformas para empresas renomadas como a TV NSports, Rally dos Sertões e WIDE Educação.

Fonte: Exame