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Festival do Clube 2016

Telas interativas, projeções mapeadas, integração com mobile, transformação de espaços comuns em outdoors gigantes, eye-tracking. Se o out of home e a mídia exterior já eram inovadoras desde os anos 60, com os apliques dos painéis gigantes, hoje as soluções são quase infinitas. É o que garantiu David Gordon, diretor global de criação e pesquisas da Posterscope, uma das maiores empresas do segmento na atualidade, presente em 30 países e integrante do Dentsu Aegis Group.

Sediado em Londres, Gordon apresentou a palestra “Does OOH know how to have its cake and eat it?”, trazendo informações e exemplos que garantem como o segmento oferece oportunidades únicas para grandes cases e soluções de comunicação.

O executivo elencou cinco pilares que tornam hoje o OOH mais plural e efetivo: dados, personalização, mobile, geolocalização e conteúdo. “O ponto-chave é como unir a inovação com a criatividade. A tecnologia sempre foi parte fundamental para a vida do out of home, mas atualmente ela oferece soluções que servem para todas as ocasiões, todos os públicos e todos os mercados”, enfatiza.

Para reforçar que o OOH é muito mais do que outdoors e pôsteres, ele citou exemplos como o de Nova York, que trocou seus antigos orelhões por totens interativos que oferecem de wi-fi gratuito a uma série de informações relevantes sobre a cidade. E, claro, é possível inserir marcas nesse processo, garantindo um enorme impacto. “90% das pessoas vêem mensagens de OOH toda semana e 83% lembram de terem visto informações publicitárias nesse meio 30 minutos antes de comprar algo”, lembra.

Outro ponto que fez o OOH evoluir como opção de mídia, segundo Gordon, é a união da tecnologia e dos dados para pesquisas e atuação em tempo real. Para tal, a Posterscope lançou o Liveposter, um núcleo dedicado a esse propósito. “O out of home já foi o último na lista de gasto de mídia. Pensavam em TV, depois revistas, rádio e só depois na gente. Mas nossas pesquisas sobre hábitos, atitudes e forma de vida do público, junto à possibilidade de personalizar as mensagens, nos colocam cada vez mais em relevância”.

Entre os exemplos, o inglês mostrou um painel digital em Londres para British Airlines que, quando a chuva caía, divulgava promoções para destinos com sol e calor. Outro painel para o McDonald’s, utilizado em cidades geladas, informava sobre a quantidade de neve a cair aumentando ou diminuindo a quantidade de chantilly em cima do café. “Não apenas utilizar oportunidades para vender algo, mas oferecer informações e conteúdo relevante para a audiência aumenta incrivelmente os resultados. A personalização mudou absurdamente a forma como trabalhamos, nos tornou mais relevantes e cresce cada vez mais ao unirmos a criatividade, a tecnologia e o uso inteligente dos dados”, garantiu Gordon.

O crescimento do mobile também deve ser outro fato que impulsionará as possibilidades da mídia exterior e indoor. O aparelho pode ser usado como uma espécie de controle remoto para grandes ativações – como quando a T Mobile o transformou em batuta na condução de uma orquestra, em um painel interativo para vender tíquetes de um festival de música clássica em Budapeste –, ou ajudar na disseminação das mensagens via redes sociais.

Gordon também mostrou um case brasileiro, viabilizado pela Posterscope e criado pela NBS: o “Painel mata-mosquito”, instalação como totens de comunicação convencionais, mas que atraía, prendia e matava os pernilongos responsáveis pela transmissão do Zika Vírus (aqui).

“A ideia criativa ainda é a chave, mas as oportunidades que a tecnologia, os dados e as execuções oferecem para unir tudo isso fazem do OOH não mais uma mídia, mas um canal fundamental de comunicação”, concluiu Gordon.

Fonte : http://www.clubedecriacao.com.br/ultimas/festival-do-clube-2016-72/